UE estuda incluir a Arábia Saudita em lista de países com “dinheiro sujo”

A Comissão Europeia propôs nesta Quarta-feira (13) a inclusão de sete países, incluindo a Arábia Saudita, na lista de países que representam uma ameaça por causa dos controles frágeis sobre financiamento do terrorismo e lavagem de dinheiro.

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A proposta deve agora ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelos 28 Estados membros — com a oposição da França e da Grã-Bretanha contra a nova lista.

A inclusão na lista não desencadeia sanções, mas obriga os bancos europeus a aplicar controles mais rígidos em transacções com clientes e instituições desses países.

A adição da Arábia Saudita ocorre em meio a tensão entre Riad e as capitais europeias, intensificadas pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul.

Nós colocamos em prática os mais altos padrões do mundo na luta contra a lavagem de dinheiro, disse a comissária europeia da Justiça Vera JourovaMas devemos garantir que o dinheiro sujo de outros países não terminem em nosso sistema financeiro, disse ela em entrevista colectiva na sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo.

O dinheiro sujo é a força motriz por trás do crime organizado e do terrorismo, prosseguiu Jourova, instando os países da lista a remediar rapidamente suas deficiências.

Panamá, Nigéria, Líbia, Botsuana, Gana, Samoa, Bahamas, Samoa Americana, Ilhas Virgens dos EUA, Porto Rico e Guam também estão no grupo que pode entrar na lista negra de Bruxelas.

Os outros estados listados são Afeganistão, Coreia do Norte, Etiópia, Irão, Iraque, Paquistão, Sri Lanka, Síria, Trinidad e Tobago, Tunísia e Iêmen.

Bósnia Herzegovina, Guiana, Laos, Uganda e Vanuatu foram removidos.

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