O conservador Partido do Movimento Nacionalista da Turquia (MHP) propôs um projecto de lei que instituiria uma sentença mínima obrigatória para pais que não vacinassem seus filhos. 

O autor do projecto é o político Sefer Aycan, que propõe uma sentença de seis meses a dois anos para pais ou responsáveis ​​que se recusam a vacinar seus filhos, informou o Daily Sabah.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de crianças que não foram vacinadas na Turquia aumentou de 11.000 em 2016 para 23.000 no ano passado. As vacinas fornecem protecção contra várias doenças graves, incluindo hepatite B, sarampo, papeira e tuberculose.

De acordo com Aycan, cada vez mais grupos na Turquia estão “enganando” o público, em geral sobre as consequências das vacinas. Ao levar a questão para o Tribunal Constitucional turco, Aycan espera destacar que a vacinação é uma responsabilidade comunitária, e não uma escolha individual.

Pelo menos 90 a 95% da população precisa ser vacinada para alcançar a “imunidade de rebanho”, que é a resistência à disseminação da doença dentro de uma população se uma alta proporção de indivíduos for imune à doença, de acordo com a OMS. A imunidade do rebanho fornece protecção aos recém-nascidos que ainda não foram vacinados e àqueles com sistema imunológico comprometido, como idosos e pessoas com HIV ou cancro.

De acordo com o professor Alpay Azap da Sociedade Turca de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (KLİMİK), muitos países, incluindo a Turquia, estão a lidar com o aumento dos movimentos anti-vacinação à medida que mais pessoas estão a adoptar estilos de vida “orgânicos” e tentando limitar a exposição química, incluindo medicamentos.

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