O Presidente da República encontra-se na cidade de Ondjiva, capital da província do Cunene, aonde vai tomar contacto com a problemática da seca naquela região do país, inteirar-se dos projectos de construção de barragens, canais e condutas de água. O Chefe de Estado desloca-se ao município de Ombadja para verificar os problemas derivados da escassez de água e da seca persistente na região.

Trata-se de um gesto encorajador a iniciativa do Presidente da República que, de resto, já várias sensibilidades esperavam e pediam que o Mais Alto Magistrado da Nação fosse ao Cunene para, pessoalmente, tomar conhecimento do que se passa no terreno. Essa visita dispensa relatórios e inviabiliza, em grande medida, aquilo que poderia ser retratos escritos ou orais do que se passa no Cunene e o seu impacto no processo de formulação de decisão política.

É verdade que o Presidente da República não leva consigo a varinha mágica para resolver o problema ou os problemas com os quais se depara a província do Cunene. Mas fazer-se presente para tomar conhecimento vai, com certeza, facilitar a tomada de decisões que contribuirão para mitigar muitos dos efeitos que a seca tem provocado no Cunene. Isto para começar porque, no médio e longo prazos, pretendemos ver soluções com maior sustentabilidade.

Vai ser igualmente importante a informação a ser apresentada pelo governador da província que, em declarações à Rádio Nacional de Angola, na antevisão da visita do Chefe de Estado, disse que as autoridades da província vão apresentar um memorando sobre os problemas e propostas de soluções.

Tratando-se de condições cíclicas por que passa a região, urge arranjar soluções apropriadas e sustentáveis, em vez de diligências que minimizem temporariamente a situação. Não precisamos de viver e enfrentar a situação do Cunene como se de uma conjuntura nova e estranha se tratasse.

Não é exagerado dizer que devemos aprender com outras realidades, dentro do mesmo perímetro ao nível da região meridional. Precisamos de aprender com a experiência e soluções de países vizinhos que, seguramente, vivem em maior ou menor dimensão os mesmos problemas de seca.

As soluções devem pautar-se, sempre, por iniciativas que incidam sobre as causas do problema que, bem vistas as coisas, não são difíceis de encontrar. Afinal de contas, bacias hidrográficas não faltam algures ao longo do curso do rio Cunene, com mais de 100 mil quilómetros quadrados, dos quais a maior parte em território angolano.

Como se sabe, o Cunene é um dos poucos rios permanentes nesta região árida e, contrariamente a falta de canais fluviais na zona, essa realidade pode ajudar a compensar a irregularidade das chuvas.

Leia mais em: PR vai ver in loco a situação da seca que assola o Sul do país

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