João Lourenço, apelou este Sábado ao sector privado nacional para que assuma “as suas responsabilidades” e reocupe o seu lugar na economia, defendendo que o Estado deve ter uma função meramente “reguladora”.

O chefe do executivo angolano respondia assim, durante um Conselho de Auscultação Social, na manhã de sábado no Sumbe, capital do Cuanza Sul, à interpelação de um representante do sector empresarial da província, que se mostrou preocupado com vários problemas, entre os quais as infra-estruturas.

“Numa economia de mercado, o Estado tem obrigações, sobretudo em termos de infra-estruturas (…). O sector privado precisa de energia, é o Estado quem deve garantir, precisa de água, é o Estado que deve garantir, precisa de vias de comunicação que o Estado deve garantir, precisa de crédito e é a banca que deve garantir, mas vamos ver quais as responsabilidades do sector empresarial”, retorquiu.

“Vamos fazer com que cada um cumpra as suas responsabilidades”, realçou, dizendo que cabe ao sector privado fazer vários investimentos no Cuanza Sul, entre os quais no sector agrícola, dando, como exemplo negativo os “maus resultados” dos investimentos do Estado em “grandes fazendas” que “não produzem quase-nada”.

“Não vamos persistir no erro, vamos privatizar essas empresas” do sector agrícola e industrial e “tocar para a frente”, destacou.

“Estamos a contar bastante com o sector privado para substituir as importações”, adiantou, sendo este o principal objectivo do PRODESI (Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações), que “só terá êxito se o sector privado se organizar e assumir essa responsabilidade”, afirmou o PR, apelando para que o sector privado nacional “assuma ou reocupe o seu lugar”.

Transparência será essencial para o sucesso das privatizações em Angola

O Presidente da República salientou que o sector público continua a ocupar um espaço muito grande na economia, o que justificou com factores como a guerra e questões de política económica, realçando que os privados devem “ocupar esse espaço que é seu” e acrescentando que “essa conjuntura começa a ser ultrapassada”.

Nós queremos trazer [o sector privado] para primeiro plano”, reforçou, atribuindo ao Estado uma função “reguladora”.

O Conselho de Auscultação Social contou também com intervenções de representantes dos Antigos Combatentes, das Autoridades Tradicionais, das entidades religiosas, da Juventude e dos Professores.

O chefe de Estado concluiu hoje uma visita de dois dias ao Sumbe, com a inauguração da Centralidade da Quibaúla, um empreendimento social com 2,010 habitações e sete equipamentos sociais, cujos primeiros moradores receberam hoje as chaves das mãos de João Lourenço.

Antes do seu regresso à capital, Luanda, o Presidente angolano passou pelo bairro Cuacra, onde está a ser executado um conjunto habitacional com cerca de 2.000 casas, no âmbito do projeto de desenvolvimento das infraestruturas integradas da cidade do Sumbe.

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