Mathew Knowles acredita que ainda há racismo na indústria musical.

O pai de Beyoncé considera que a carreira da filha não teria alcançado o sucesso se o tom de pele desta fosse mais escuro.

As declarações foram proferidas durante uma entrevista que deu no programa The Clay Cane Show, onde Mathew Knowles denunciou que continua a haver racismo na indústria musical.

“Se a minha filha Beyoncé tivesse a pele mais escura, estou convencido de que não teria tido o mesmo sucesso. Olha o que aconteceu com a Kelly Rowland”, disse, referindo-se àquela que foi companheira da filha quando ambas integravam o grupo Destiny’s Child, que fez sucesso no final dos anos 90 e no início dos anos 2000. O empresário afirmou que a carreira de Rowland a solo não fez tanto sucesso quanto a de Beyoncé e um dos factores que contribuiu para isso terá sido a cor da pele.

Knowles é o fundador da World Music Entertainment e sempre se mostrou muito activo na defesa dos direitos da comunidade negra.

Aos 67 anos, afirma que o racismo ainda não desapareceu da música. “Neste mundinho ainda há muita segregação. Especialmente por culpa dos que decidem que música pode tocar na rádio. Têm uma ideia muito concreta daquilo em que acreditam e do que é a beleza e aplicam-na aos cantores que apoiam”, assegurou, durante a entrevista ao mesmo programa.

“Quando olhamos para trás, na altura em que Whitney Houston triunfava, podemos ver em todas as fotos como a maquilhavam para que parecesse menos escura. Ainda existe essa percepção de que quanto mais clara é a tua pele, mais esperto e rico és”, afirmou ainda.

Por fim, o pai de Beyoncé deixou alguns nomes que, tal como a filha, beneficiaram de ter uma pele mais clara. É o caso, segundo Knowles, de Rihanna, Alicia Keys e Mariah Carey.

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