Segundo o artigo do portal Angonotícias, o MPLA visa comprar a Movicel por intermédio do Banco Sol. Segundo a agência de notícias, o Banco irá negociar inicialmente 25% das acções de uma empresa pertencente a “Zenu”, ex-presidente do Fundo Soberano e posteriormente 50% assumindo assim o comando da companhia de telefonia móvel.

De modo a repor a verdade, o Correio Angolense obteve uma declaração por parte do PCA do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel:

“Para já, não temos nenhuma pretensão de comprar acções na Movicel ou noutra empresa qualquer”, disse o PCA do banco em conversa telefónica cedida ao jornal.

O portal Angonotícias, segundo uma de suas fontes, cita entidades do partido MPLA como partes importantes da negociação da compra dos 25% da empresa de Zenu, dentre elas, Adriano Botelho de Vasconcelos e Nuno Carnaval. A agência de notícias não deixou de evidenciar a proximidade de Adriano Vasconcelos com o PR João Lourenço.

Dessa forma, segundo a fonte do Angonotícias, o PR João Lourenço, com Adriano Vasconcelos na liderança das negociações da compra de 25% das acções visa fechar o negócio a um valor baixo. Tanto quanto se sabe as acções foram “oferecidas” a Zenu a custo zero.

Com o objectivo de obter 75% das acções da empresa, na segunda fase das negociações faria parte António Paulo Kassoma, também um dos sócios do Banco Sol.

A agência de notícias cita que João Lourenço visa ter controlo da Movicel para fazer frente a empresária Isabel dos Santos e, assim, diminuindo o risco ao seu poder. No momento em que fortaleça a sua liderança, João Lourenço, teria assim como dar sequência as inúmeras batalhas com os considerados “marimbondos”.

A MTN fez parte do plano de João Lourenço de ter o controlo das telecomunicações, mas ao que se sabe a multinacional recuou alegando falta de transparência, neste sentido o PR João Lourenço visa “atacar” a Movicel para dar como concluído o plano, segundo o Angonotícias.

Todavia, contactado pelo Correio Angolense, Adriano Vasconcelos afasta qualquer possibilidade de envolvimento do presidente do MPLA no processo. Entretanto, admitiu ter tentado negociar as acções da telefonia móvel e informou que não teve sucesso. Esclareceu ainda que Nuno Carnaval não fez parte das negociações.

Quanto a sua relação com João Lourenço é real, existe proximidade. “Somos vistos frequentemente juntos porque somos amigos. É um amigo que frequenta a minha casa e vice-versa”, explicou Adriano Vasconcelos.

O sucesso desta “operação” teria como maior prejudicado a engenheira Isabel dos Santos, filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos.

Leia também: O colapso do império de Isabel dos Santos

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