O primeiro-ministro israeliano Benjamin Netanyahu confirmou que Israel lançou um ataque contra a Síria em 11 de Fevereiro.

Antes de partir ontem à noite para uma conferência internacional sobre o Oriente Médio que decorre em Varsóvia (Polónia) em 13-14 de Fevereiro, Netanyahu fez declarações sobre o bombardeio.

Operamos todos os dias, inclusive ontem [11 de Fevereiro] contra o Irão e seus intentos de se entrincheirar na região, afirmou Netanyahu.

O Irão está lançando ameaças contra nós. No 40º aniversário de sua revolução ameaçou destruir Tel Aviv e Haifa. Disse que não conseguiriam e que, se o tentarem, será o último aniversário que celebram, afirmou o primeiro-ministro israeliano.

A média estatal síria informou na Segunda-feira (11) de que os mísseis lançados por tanques israelianos alcançaram um hospital demolido e um posto de observação na província de Quneitra, no Sul da Síria, perto da fronteira com Israel.

Estamos operando constantemente de acordo com as nossas avaliações e precisamos de evitar que o Irão e seus satélites posicionem bases perto da nossa fronteira Norte ou na nossa zona. Fazemos o que é necessário, assinalou Netanyahu na base naval em Haifa.

O ataque de Segunda-feira foi dirigido, segundo a média israeliano, contra as forças do Hezbollah, movimento libanês considerado terrorista por Israel, para o afastar da fronteira israeliano.

Se referindo ao Irão, Netanyahu declarou que Israel está operando através de muitos meios e elementos diferentes contra seus intentos de obter armas nucleares e mísseis balísticos e de se entrincheirar na Síria.
Segundo ele, as relações de Israel com outros países do Oriente Médio são muito boas, excepto com a Síria.

Israel ataca periodicamente a Síria. A última vez foi em Janeiro do ano corrente, quando a parte israeliano comunicou ter lançado ataques contra armazéns iranianos na Síria e vários sistemas de defesa antiaérea, que abriram fogo contra os aviões que participaram do bombardeio. A acção, a mais devastadora desde Maio do ano passado, foi considerada pelos militares israelianos como resposta a uma tentativa registada na véspera de lançar foguetes contra as colinas de Golã.

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