Entre 6 e 10 de Fevereiro de 2019, aviões de transporte militares realizaram voos em direcção ao Aeroporto Rafael Miranda de Porto Rico, à base da força aérea San Isidro na República Dominicana e a outras ilhas do Caribe, que estão estrategicamente localizadas, provavelmente sem governos desses países estarem sabendo, lê-se em comunicado do Ministério das Relações Exteriores cubano.

Chancelaria cubana informa que os aviões decolaram de bases militares dos EUA, onde estão instaladas unidades de forças especiais e de fuzileiros navais, que são usadas para realizar operações secretas, incluindo operações contra os chefes de outros governos.

Neste sentido, o governo cubano condena as acções dos EUA, como informou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, no Twitter.


Cuba denuncia movimentos de forças de operações especiais dos EUA para aeroportos de Porto Rico, República Dominicana e outras ilhas do Caribe, sem o conhecimento de seus governos. Continua o preparo de agressão militar contra a Venezuela com pretexto humanitário.

O chanceler cubano pediu a união da comunidade internacional para deter intervenção militar contra o governo venezuelano de Maduro.

EUA preparam uma aventura militar disfarçada de “intervenção humanitária” na Venezuela. Cuba chama a comunidade internacional para actuar unida, acima das diferenças políticas ou ideológicas, para deter uma nova intervenção militar imperialista na nossa América

Anteriormente, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou a iniciativa dos EUA, que propõe que o Conselho de Segurança da ONU adopte uma resolução que comprometa a Venezuela a receber assistência humanitária de países estrangeiros.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que não permitirá que a ajuda humanitária estrangeira entre no país, como a oposição insiste. Segundo ele, a Venezuela pode satisfazer todas as necessidades de seu povo e não deve pedir ajuda a ninguém.

No dia 31 de Janeiro, o Parlamento Europeu pediu aos países europeus que se juntem ao reconhecimento do líder da oposição. A Rússia, China, Irão e Turquia reafirmaram seu apoio ao actual governo venezuelano de Maduro, enquanto vários países latino-americanos, dentre eles Brasil, alinhados aos EUA e UE, expressaram apoio a Guaidó.

A crise política venezuelana se agravou no dia 23 de Janeiro, depois que o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país durante protestos anti-governamentais realizados nas ruas de Caracas. 

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