Domingo, na primeira declaração pública como Presidente reeleito, Filipe Nyusi, disse que continuará comprometido com o desarmamento do braço armado da Renamo, considerando que não há motivos para que o país volte à guerra após as eleições.

“Continuo e continuarei comprometido com o processo de desarmamento e desmilitarização das forças residuais da Renamo. Este mandato pode começar com um novo Moçambique, um país em paz”, disse Filipe Nyusi

quando falava num comício organizado na província de Maputo para celebrar os resultados anunciados pela Comissão Nacional de Eleições, que deu vitória a Frelimo e ao seu candidato. De acordo com Filipe Nyusi, é altura de os guerrilheiros da principal força de oposição em Moçambique (Renamo) voltarem à sociedade, num clima de paz e inclusão.

Eles (os guerrilheiros da Renamo), que levam uma vida nas matas, merecem o seu lugar na sociedade, dando a humilde contribuição para o país que também lhes pertence, disse.
Moçambique não pode voltar a observar um ciclo de violência devido a contestações dos resultados eleitorais, na medida em que, segundo o presidente do partido no poder, a prioridade agora deve ser o desenvolvimento.

“Os partidos políticos em Moçambique já não podem tentar resolver os conflitos por meios violentos. O custo da violência é muito alto para o nosso povo e para os próprios mentores”, disse Filipe Nyusi.

Nyusi prometeu, ainda, uma sociedade mais inclusiva nos próximos cinco anos, num ambiente em que “cada moçambicano deve ter igual oportunidade no novo país que se vai construir.”

“Exorto a todos os moçambicanos a juntarem-se ao projecto que é de todos. Juntos vamos prosperar como nação”, concluiu o Presidente moçambicano. Filipe Nyusi e o líder da Renamo, Ossufo Momade, assinaram em 6 de Agosto o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional em Maputo.

A presidente da Assembleia da República e mandatária da candidatura da Frelimo, disse que o debate no Parlamento “não vai morrer” mesmo com a maioria qualificada do partido no poder.

“O debate não vai morrer porque mesmo as forças que não têm muitos deputados têm tempo mínimo para falar”, disse Verónica Macamo, momentos após o anúncio dos resultados das eleições, que dão mais de dois terços dos lugares no Parlamento à Frelimo.
Verónica Macamo disse também que a Frelimo vai optar por uma governação inclusiva, modelo que terá igualmente prioridade no Parlamento. “O debate não existe porque há ou não muitas pessoas da oposição. O debate existe no Parlamento porque é a regra do jogo democrático”, frisou Verónica Macamo.

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