Os municípios recorrem a contratações de emergência e a horas extras para colmatar a falta de assistência. Há uma corrida às vagas, mas não é certo que as faltas sejam colmatadas.

Começaram a regressar a Havana nesta Quinta-feira os médicos cubanos que prestavam serviços em locais remotos do Brasil, depois de Cuba ter anunciado a sua saída do projecto na semana passada. Apesar das inscrições para substituir os médicos cubanos, os efeitos da sua saída sentem-se em todo o país. Os centros de saúde vêem-se obrigados fazer contratações de emergência e a exigir horas extras aos médicos brasileiros.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) confirmou esta Quinta-feira que até 12 de Dezembro os mais de oito mil médicos cubanos no programa Mais Médicos vão deixar gradualmente as suas funções. Ainda que muitos planeiem ficar em solo brasileiro, estão agendados cinco voos para Havana, de Quinta-feira a Sábado.

Na Quarta-feira abriram as inscrições para substituir os médicos cubanos, que neste momento ocupam 8332 dos 18,240 lugares do programa Mais Médicos. Na manhã desta Quinta-feira, foram registadas 6394 inscrições na selecção de emergência e 2209 profissionais já escolheram aonde vão exercer funções. Só que muitos desses médicos candidataram-se para trabalhar em capitais de estados e municípios de regiões metropolitanas, diz a colunista da Folha de São Paulo Mônica Bergamo.

O site do Mais Médicos ficou inacessível (três) horas depois do início das inscrições, contabilizando 3336 inscrições e mais de um milhão de acessos simultâneos no momento da abertura do sistema, avançou o Ministério da Saúde em comunicado. Em causa estão 8517 vagas para funções em 2824 municípios e 34 comunidades indígenas.

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