Há quem acredite que o mundo possa se tornar inseguro e um caos sem os EUA, mas nem todos pensam assim, e uma parte julga que o país norte-americano seja a âncora do mundo.

Seguindo esse pensamento, os EUA seriam a âncora do mundo por ser a principal fonte de distúrbios.

Segundo Liu Zhiqin, o autor do artigo citado no jornal chinês The Global Times, é preciso esclarecer que os EUA contribuíram para o mundo, já que o país é “uma grande nação que teve grandes contribuições na civilização”, principalmente na vitória da Segunda Guerra Mundial.

Entretanto, os norte-americanos chegaram a um ponto de inflexão e começaram a ir para o lado oposto, afirma Liu Zhiqin, citando um provérbio chinês que diz que coisas mudam de curso quando chegam a um extremo.

“Parece que os EUA não entendem ou ignoram esta lógica”, comentou o jornalista.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o mundo foi testemunha da contribuição benéfica do desenvolvimento tecnológico dos EUA à humanidade.

Capacete e bandeira dos EUA

Contudo, os norte-americanos converteram suas tecnologias em instrumentos de dominação, ou seja, converteram suas tecnologias em armas.

“[Os EUA] têm utilizado tecnologia avançada para nos espiar, para intervir nos assuntos internos de outros países e para castigar os países que não seguem suas ordens”, observou Liu Zhiqin.

Com isso, o jornalista acredita que os EUA estejam provocando danos nas mesmas proporções de suas contribuições.

“Será um processo longo e doloroso para aqueles que uma vez admiraram cegamente os EUA para serem capazes de analisá-lo objectivamente”, lamentou.

Bandeira dos EUA junto a emblema nacional da China (foto de arquivo)

Embora os EUA continuem avançando tecnologicamente, suas conquistas serão apenas para o seu próprio uso sem compartilhá-las com o mundo. Com isso, o país deixará de ser uma terra de inovação aberta, inclusiva e diversificada, segundo Liu Zhiqin.

“Alguns estariam preocupados que o mundo se torne inseguro e mergulhe no caos sem os EUA. Outros acreditam que eles sejam a âncora do mundo […]. Um mundo sem os EUA pode ser mais fácil de lidar, bem como harmonioso”, escreve o jornalista.

“Mesmo aliados tradicionais dos EUA, incluindo a Alemanha, a França e o Japão, estão se preparar-se para o esgotamento e a decadência dos EUA. O que virá a seguir é uma era onde os países cooperarão e colaborarão para superarem as dificuldades que possam surgir”, prognostica.

Para ser mais claro, o mundo precisa de uns novos EUA, um país sem preconceitos e crueldade, um país que actue de forma coerente com sua palavra e que respeite os demais.

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É difícil pressionar Washington para que mude seu papel no âmbito internacional. Para o jornalista, isso só seria possível através de um diálogo aberto.

“Os EUA devem entender que estão a enfrentar uma crise sem precedentes. Se não iniciar uma mudança imediatamente, o país ficará ultrapassado antes das novas tendências globais”, assegurou.

“Ao dividirem o mundo, os EUA serão incapazes de se sustentar”, concluiu o jornalista, enfatizando que o mundo não pode seguir sem os EUA, mas que os norte-americanos precisam mudar como país.

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