O ex-secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, disse que o Paquistão é o país mais perigoso do mundo por causa da radicalização da sociedade e do rápido desenvolvimento das capacidades nucleares.

“De todos os países que conheci, eu considero o Paquistão o mais perigoso”, escreveu Mattis em seu último livro “Call Sign Chaos: Learning to Lead”, lançado na terça-feira (3).

O ex-diretor do Pentágono explicou ao Conselho de Relações Exteriores de Nova Iorque sua posição sobre “radicalização da sociedade”, acrescentando que a sua opinião era compartilhada também pelos “militares paquistaneses”.

“Quando você pega a radicalização da sociedade e adiciona a ela o arsenal nuclear que mais cresce, penso eu que, no mundo, você entende por que um dos pontos que eu diria que precisamos focar agora é o controle de armas e os esforços para não proliferação”, apontou.

Relações distorcidas

A relação entre o Paquistão e os EUA é “muito distorcida”, ressaltou, em referência à recente visita à Casa Branca do primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan.

Mattis, que coordenou o Pentágono desde que a administração Trump começou a trabalhar em janeiro de 2017, renunciou em 31 de dezembro de 2018.

Paquistão é o país mais perigoso do mundo
Soldados do Exército do Paquistão isolam a área de explosão em Peshawar, Paquistão

A demissão do secretário de Defesa dos EUA desencadeou a decisão do presidente americano Donald Trump no final de 2018 de retirar as tropas americanas da Síria. Em sua renúncia, Mattis apontou uma série de discordâncias com o líder norte-americano.

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