Em 2040, metade da carne consumida pelos seres humanos não será proveniente de animais abatidos. Esta previsão consta de um relatório elaborado por uma consultora internacional, a AT Kearney, com base em consultas a especialistas da área.

Segundo o relatório, citado pelo Expresso, 35% da carne será cultivada em tonéis e 25% terá matéria-prima exclusivamente vegetal.

O consumo de carne, em especial carne vermelha, além das questões de saúde que levanta — a sua relação com baixas na expectativa de vida — tem custos ambientais consideráveis devido aos recursos naturais que consome e à poluição que gera, na terra, nos rios e no próprio ar.

Também há questões éticas em torno do bem-estar nos animais, justificando a popularidade de filósofos como Peter Singer, que se tornaram referências globais. Essas ideias deixaram de estar limitadas a movimentos marginais e vêm sendo adoptadas por partidos do sistema político em numerosos países.

O cultivo de células animais sem criar nem matar animais é uma área em desenvolvimento, com os produtos resultantes a aproximarem-se da carne normal em termos de sabor. “Para comedores de carne empenhados, o aumento previsto de produtos da carne de cultivo significa que poderão continuar a mesma dieta que sempre desfrutaram, mas sem o mesmo custo ambiental e ambiental”, explica um sócio da AT Kearney.

Os produtos exclusivamente vegetais podem não ter características tão parecidas, mas de qualquer modo cada vez há mais pessoas a adoptar um estilo de vida total ou parcialmente vegetariano.

Com a generalização desse tipo de ofertas tanto ao nível de ingredientes acessíveis como da restauração, a tendência só pode aumentar, acompanhando a consciência crescente sobre as implicações ambientais que tem o consumo de carne. Já existem empresas relevantes na produção de opções vegetarianas para hambúrgueres e outros alimentos – entre elas a Beyond Meat, Impossible Foods e Just Foods.

Outras companhias desenvolvem o cultivo de células de carne em cultura, com o objectivo de produzir carne de verdade sem precisar de criar e abater animais. A AT Kearney prevê que a carne cultivada conquistará o mercado no longo prazo, porque o sabor e a sensação da carne convencional parecerão mais próximos do que as alternativas à base de plantas.

Até aqui a indústria pecuária em larga escala tem sido vista largamente como um mal necessário, explica o relatório da AT Kearney. Dentro de pouco tempo, isso poderá deixar de ser assim.

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