Mulher conseguiu entrar em Mar-a-Lago, na Florida, com vários telemóveis e uma pendrive com um vírus informático antes de ser detida.

Uma cidadã chinesa conseguiu enganar agentes dos serviços secretos em Mar-a-Lago, na Florida, e entrar no resort de luxo de Donald Trump com vários telemóveis, um computador e uma pendrive com um vírus informático. A mulher acabou por ser detida e arrisca uma pena de prisão de cinco anos.

Yujing Zhang, de 32 anos, conseguiu entrar em Mar-a-Lago no Sábado, num fim-de-semana em que Trump estava no resort a que muitos já chamam de Casa Branca de Inverno. Segundo a queixa apresentada em tribunal pela administração do clube, a mulher conseguiu entrar no resort depois de dizer aos agentes dos serviços secretos no portão principal que ia para a piscina. Devido à barreira da língua, e depois de ter mostrado dois passaportes chineses, foi-lhe permitida a passagem.

A segurança apenas a deteve quando a mulher tentou entrar no edifício, a propósito de uma suposta reunião de amizade sino-americana patrocinada pelas Nações Unidas. A suspeita terá dito a um recepcionista que queria tirar umas fotografias ao local antes do evento, que apenas se realizaria à noite.

Depois de ter apresentado um convite em chinês, os seguranças levaram Zhang para o exterior da propriedade e foi já aí que encontraram vários objectos electrónicos em sua posse, incluindo quatro telemóveis, um computador portátil e uma pendrive que análises posteriores revelaram ter um programa de malware ( programa de computador destinado a infiltrar-se em um sistema de computador alheio de forma ilícita). Num comunicado, os serviços secretos norte-americanos descartam responsabilidades sobre o caso, argumentando que é a administração da propriedade que determina as entradas em Mar-a-Lago.

No interrogatório feito pelos serviços secretos, a mulher declarou ter sido contactada por um amigo chamado Charles para se deslocar de Xangai até Palm Beach para falar com familiares do presidente americano sobre as relações económicas entre os EUA e a China. Quando os agentes lhe pediram para dar mais pormenores sobre esse amigo, a mulher declarou que apenas tinha contactado com ele através de WeChat, um serviço de mensagens popular na China. Se num primeiro momento, quando tentou entrar no resortZhang se mostrava pouco fluente no inglês, durante o interrogatório apresentou um grande domínio da língua, nota a queixa apresentada em tribunal.

Os procuradores do Distrito Sul da Florida acusaram-na no início da semana de um crime de falso testemunho a um agente federal e outro por ter entrado em propriedade privada. A cidadã chinesa vai ser ouvida em tribunal na próxima semana e arrisca uma pena que pode ir até cinco anos de cadeia.

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