Em 1949 havia na China um elevado nível de pobreza, consequência de uma guerra que deixou o país de rastos. No mesmo ano chegava ao poder Mao Tsé Tung.

Na Terça-feira (1), o triunfo dos comunistas completou 70 anos: a China, é hoje, sobretudo, uma nação diferente e, é certamente uma potência mundial que ameaça chegar ao topo da economia global.

A grande expansão económica da China não se deve necessariamente a Mao Tsé Tung, apesar de ter feito parte do percurso. Quem liderou a campanha rumo ao milagre económico foi outro líder comunista, Deng Xiaoping.

Deng Xiaoping, conseguiu tirar 740 milhões de pessoas da pobreza.

Sob um conceito de “socialismo chinês”, Xiaoping implementou várias reformas económicas, impulsionando a agricultura com políticas liberais a fim de dinamizar o sector privado, apostou na industrialização e abriu caminho para o comércio exterior.

Tais medidas deram um rumo contrário do comunismo de Mao Tsé Tung e “viram-se livres das correntes” do passado, declarou o actual presidente, Xi Jinping.

Uma nação carente

Hoje, ir às lojas na China em datas de lançamentos de novos produtos dos líderes de tecnologia móvel pode ser um pesadelo.

A China foi um país muito pobre, muito longe daquilo que representa hoje, nada a ver com esta potência mundial que divide atenções com os Estados Unidos e países europeus.

Só para exemplificar, a China tinha um PIB de USD 150 mil milhões para uma população de 800 milhões de pessoas, um país realmente pobre. Surpreendentemente, hoje, são 1,38 mil milhões de habitantes e um PIB de USD 12 biliões, segundo dados da ONU.

Mao Tsé Tung, não chegou a ver as mudanças de Xiaoping, morreu anos antes, deixando assim um legado controverso.

No momento em que buscava transformar a economia agrária do seu país, Mao Tsé Tung levou à morte cerca de 10 milhões de pessoas com o projecto Grande Salto Adiante (1958-62). Mao também se opôs ao “capitalismo” com a Revolução Cultural (1966-76) o que também resultou em milhões de mortes e a paralisação da economia chinesa.

Deng Xiaoping rompeu com o caminho estabelecido pelo líder da revolução, Mao Tsé Tung.

Foi nesse cenário de pobreza e fome que Deng Xiaoping, então secretário-geral do Partido Comunista da China), propôs as suas reformas.

Outros métodos, novas regras

China potência mundial
Fonte: Bureau Nacional de Estatísticas da China.

A China sob a visão de Xiaoping, apostou num sistema económico simplesmente voltado ao conceito de chegar ao sucesso, não importava se estivesse inclinado ao capitalismo ou ao comunismo.

A fim de modernizar o sector económico, Xiaoping, incrementou o sector agrícola, abriu portas para investimentos estrangeiros, apostou na formação da sua equipa e também na criação de zonas económicas especiais.

Com toda a certeza a abertura ao exterior e a entrada à Organização Mundial do Comércio em 2001 foi fundamental para a expansão económica.

A China anos depois com a chegada da crise económica global em 2008 conseguiu converter-se na “fábrica do mundo”.

Fonte: Banco Mundial.

Certamente houve uma redução do crescimento do PIB. Até 2030, os economistas estimam que o crescimento do país será reduzido a aproximadamente um terço do percentual actual.

Mas ainda assim seria suficiente para superar os Estados Unidos como a maior economia do mundo.

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