O Presidente da República, João Lourenço, disse ontem, em Luanda, ser imperioso encontrar uma solução definitiva que ponha cobro à paralisação ou semi-paralisação das empresas têxteis Satec, África Têxtil e Textang II, concluídas entre 2013 e 2015.

Ao discursar na abertura do I Fórum das Câmaras de Comércio e Indústria de Angola, João Lourenço lembrou que, com vista à recuperação destas indústrias, o Estado contraiu um endividamento global de mil e 162 milhões 715 mil dólares (USD 1.162.715.278), mas até agora não funcionam em condições.

O Titular do Poder Executivo realçou que estas unidades, a funcionar eficientemente, podem gerar 2.432 postos de trabalho directos e três mil indirectos. “Elas estão há anos paralisadas ou semi-paralisadas. Todas estas medidas, se tomadas com transparência e determinação, contribuirão para melhorar o ambiente de negócios, aumentarão a confiança dos investimentos e os níveis de investimento privado”.

“É preciso que o país trabalhe de mãos dadas para tirar a economia da crise em que se encontra, retomar o crescimento económico em bases mais sustentadas e diversificadas. O Chefe de Estado reconheceu que a banca não tem estado à altura de satisfazer o sector empresarial privado nacional no que diz respeito à disponibilização de crédito”.

Ainda relativamente ao crédito, João Lourenço anunciou que o Deustch Bank tem disponível uma linha de financiamento de mil milhões de dólares destinados à dinamização do sector privado, com destaque para o produtivo. Estando as condições criadas, disse, o ministro das Finanças estará autorizado a celebrar, nos próximos dias, o Acordo Quadro com o Deuscth Bank e os bancos comerciais. João Lourenço manifestou o desejo de ver o financiamento a beneficiar, de preferência, projectos privados no ramo da indústria transformadora, da agropecuária e das pescas.

Privatizações para breve

O Presidente da República anunciou, para breve, o início da privatização de várias empresas e activos do Estado. João Lourenço adiantou que as privatizações deverão ser feitas por via de concurso público de empresas públicas de grande e média dimensão. O objectivo, disse, é que os privados possam gerir e colocar empresas a criar riqueza, bens, serviços e mais postos de trabalho.

“Este é o único caminho a seguir, se quisermos evitar repetir as tristes experiências conhecidas como a do Estado ter investido milhares de dólares em fazendas agrícolas, aviários, indústrias mal geridas que produzem muito abaixo das capacidades instaladas e não dão suficiente emprego”, lembrou.

João Lourenço orientou que as taxas de juros e custos associados ao crédito para a produção de alguns dos produtos da cesta básica não deverão exceder os 7,5 por cento ao ano. “Orientámos que as compras do Estado, com realce para o abastecimento dos órgãos de defesa e segurança priorizem a aquisição da produção nacional”, disse.
O Titular do Poder Executivo referiu que foram definidas novas regras para a importação desses produtos para garantir a prioridade para a compra dos mesmos aos produtores internos.

Relativamente à cesta básica, o Presidente da República lembrou que foram seleccionados produtos prioritários sobre os quais o Executivo está a implementar medidas activas para que a produção dos mesmos alcance níveis de auto-suficiência em relação ao consumo interno, visando a redução ou eliminação da importação.

Para estes produtos, disse o João Lourenço, estão a ser realizados estudos detalhados das fileiras produtivas para aumentar a produtividade e a competitividade dos agentes económicos que actuam nas respectivas fileiras. Ainda para estes produtos, prosseguiu, foram aprovadas medidas para que os bancos comerciais aumentem o crédito para o investimento no aumento da produção dos mesmos.

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