Num clima de grande expectativa, quanto ao desfecho do caso que opõe o antigo jogador brasileiro Rivaldo ao Kabusborp do Palanca, junto da FIFA, o presidente do clube tranquiliza os adeptos do futebol nacional, certo de que os interesses do país estão salvaguardados.

Apesar dos receios de penalização colectiva das selecções e equipas angolanas, com o impedimento de disputa das provas regidas pelo órgão reitor da modalidade no mundo, caso a FAF não execute a despromoção dos palanquinos, se ficar provado que a dívida persiste, o dirigente desportivo é a personificação da serenidade, num período em que se adensam as interrogações quanto ao desejado final feliz.

“O Rivaldo foi pago. Falta a confirmação de uma transferência de 80 mil euros, para finalizar a dívida. Foi pago, no dia 12 de Dezembro, 300 mil dólares, dos 500 mil que confirmámos que pagaríamos ao Rivaldo. Em Janeiro pagámos ao Rivaldo 70 mil dólares. Quer dizer que faltava pagar os 80 mil euros, para fazer os 200 mil dólares que estávamos para pagar. Isto está com os advogados, que estão a trabalhar”, afirmou confiante.

Numa espécie de crítica ao elenco federativo encabeçado por Artur Almeida e Silva, Bento Kangamba reformou a mensagem de tranquilidade. “Apelo aqui aos adeptos a terem calma e a festejar os nove pontos que vão chegar. Não devem ligar à informação de descida de divisão, porque estão a vos distrair, a ver se não falamos nos nove pontos que vão voltar. Apelo à massa associativa do Kabuscorp e aos adeptos do desporto nacional a terem calma. O Kabuscorp está a trabalhar junto dos advogados do Rivaldo, como da FIFA, e ponto final!”

Atento à situação está o Ministério da Juventude e Desportos. O secretário de Estado Carlos Almeida torce para uma decisão a contento das partes. “Há um deadline (prazo limite). Vamos esperar que o Kabuscorp consiga cumprir com aquilo que são as suas obrigações e evitarmos uma situação que pode provocar um desequilíbrio, particularmente no nosso Campeonato Nacional de futebol, por tudo que o Kabuscorp representa”.

Em comunicado, a Federação Internacional instou o actual quarto classificado da principal prova da modalidade no país, com 39 pontos, a fazer prova de que pagou a dívida reclamada por Rivaldo. A eventual desqualificação da equipa vai provocar a perda de pontos no topo e na cauda da tabela, porém, sem implicância na disputa entre o de Agosto e o Petro de Luanda, que venceram os jogos.

O caso que envolve Rivaldo, campeão pelo Brasil no Mundial de 2002, disputado no Japão e Coreia do Sul, não é o único no histórico do clube, vencedor do Girabola em 2013. Treinadores, caso do angolano Romeu Filemon e adjuntos, sem perder de vista vários atletas, reclamaram pelo incumprimento de obrigações contratuais.

Na presente edição do Girabola, o Kabuscorp do Palanca perdeu nove pontos na secretaria, situação já registada na época passada. Kangamba acredita no regresso à primeira forma, por considerar extemporânea a medida da FAF, alegadamente por estar em sintonia com os credores.

A estrela do Congo Democrático Tresor Mputu Mabi foi um dos casos sonantes de desentendimento com a agremiação, que viu julgado a seu favor, pela FIFA, a acção intentada pelo jogador. Sorte diferente teve na disputa com o TP Mazembe, clube de origem do avançado, que no futebol angolano esteve aquém dos atributos que motivaram a contratação.

O futebol angolano tem registo de equipas que já sentiram a mão pesada do super-organismo mundial. FC Cabinda, por causa do brasileiro Marlon Coleti, e Nacional de Benguela estão banidos de toda a actividade, situação vivida igualmente por Akwá, o maior goleador dos Palancas Negras, acusado pelo Qatar SC de ter estado à revelia ao serviço da Selecção Nacional.

Leia mais em: Kabuscorp relegado para segunda divisão por decisão da FIFA

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