O coronavírus pode ter um impacto na economia angolana com a possível redução na produção petrolífera imposta pela OPEP, na baixa do preço do barril de petróleo e no aumento dos preços das importações de bens e serviço.

O representante da Organização Mundial da Saúde em Angola, Javier Guarda, considera fundamental, no combate ao surto Covid 19, a capacidade de se fazerem testes rápidos para identificar pessoas infectadas.

Javier Guarda, anunciou igualmente a chegada ao país de especialistas que podem ajudar no reforço da segurança em locais fechados como hospitais e centros de quarentena.

Javier Guarda diz que as medidas adoptadas pelos países, em relação ao recebimento de passageiros provenientes de países com casos confirmados, depende muito do nível de contaminação e que podem e devem ir sendo ajustadas.

Agora, o alerta proposto pela OMS vai para países como a China, a Itália, o Irão e a Coreia do Sul.

Impacto do Covid-19 na economia angolana

De acordo com dados apresentados pelo ministério das Finanças, o surto de Covid19 pode impactar de forma indirecta a economia angolana.

Num encontro com os jornalistas, a ministra Vera Daves referiu que “o impacto vai sentir-se e esperamos que seja o menor possível, não se circunscreverá aos países que tenham uma relação mais directa em termos de volume, dimensão e especificidades ao sector petrolífero com a China, mas irá tocar várias economias até avançadas, por causa dessa interdependência no que diz respeito ao fornecimento de materiais específicos, mas também a movimentação de pessoas”, explicou.

Já o ministério da Saúde anunciou este Sábado não haver registo de casos confirmados até ao momento no país, o que não altera o impacto que o surto do Covid 19 na economia global, com consequência na economia local.

O representante da OMS anunciou ainda que Angola “acaba de receber equipamento de alta qualidade, e conta com pessoal de qualidade também para diagnóstico molecular capazes de confirmar casos de covid 19. Recentemente recebeu equipamentos que vão permitir que os testes sejam feitos a nível local”.

Até ao momento Angola recorre aos laboratórios especializados autorizados pela OMS, localizados na África do Sul e em Portugal.

Relativamente às restrições de acesso por parte de passageiros provenientes de países com casos de Covid19 confirmados, Javier Guarda diz que o ideal é que os países sigam as recomendações feitas pela OMS, mas que os países são soberanos e sublinhou o facto de o executivo Angolano ter corrigido as restrições de acesso aos países africanos com casos controlados.

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