Os países africanos estão negociando a criação de uma moeda única no continente e de um banco central comum, mas esse processo pode levar até 25 anos, disse o chefe do Banco Central egípcio, Tarek Hassan Amer, nesta Quinta-feira (9) durante uma colectiva de imprensa após um fórum de dois dias da Associação dos Bancos Centrais Africanos.

“A Associação de fato deu passos em direcção a este grande objectivo: procedemos com a elaboração de regulamentos e medidas, que permitirão a criação de um banco central africano e de uma moeda africana única”, disse Amer, conforme citado pela agência Middle East News.

O governador do Banco Central do Egipto disse que acredita que a moeda única do continente possa surgir em 2043, acrescentando que isso exigiria não apenas a realização de certas metas económicas e financeiras, mas também a vontade política dos líderes dos países africanos.

Entre os aspectos importantes para a implementação dos planos anunciados, Amer mencionou o nível de crescimento económico, taxa de inflação, déficit orçamentário, balança de pagamentos e estrutura legislativa dos países africanos.

O movimento de integração económica tem sido apontado pela União Africana. Em 21 de Março, 44 países africanos assinaram na capital de Ruanda, Kigali, um acordo que prevê o estabelecimento de uma área de livre comércio que compreenda todo o continente. A medida teria como objectivo aumentar o comércio entre os países africanos em 60% até 2022.

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